O amor é um processo

Muito se fala sobre o amor. Desde pequenos, aprendemos a dizer que amamos, mas a verdade é que, muitas vezes, não sabemos como o amor funciona na prática.

Dizer “EU TE AMO” sem ao menos pensar sobre o que essas palavras realmente significam é uma prática muito comum em nossa vida. Falamos, sentimos, mas será que realmente sabemos amar?

Dizer que ama sem estar disposto a abrir mão dos próprios desejos e necessidades parece algo cada vez mais comum e, muitas vezes, nem sequer questionamos isso.


Quando o amor se torna apenas sentimento

O amor parece estar cada vez mais atrelado à felicidade pessoal: me faz bem, atende às minhas expectativas, então eu permaneço.

Mas amar é um processo de aprendizado diário — através das nossas atitudes, renúncias e daquilo que fazemos quando o sentimento não é suficiente.

E se somos chamados a abrir mão de alguma coisa? E quando o outro não tem nada para entregar em troca?

Nesse momento, começamos a entender a raiz do amor. E ela é mais profunda do que parece.

Talvez seja justamente aí que descobrimos que amar é muito mais do que sentir.


Quando descobri que não sabia amar

Ao longo da minha vida de casada, descobri que o meu jeito de amar não correspondia ao que a Bíblia apresenta como amor.

Essa foi uma descoberta assustadora a princípio. Parecia impossível aceitar que aquilo que eu entendia como amor pudesse estar tão distante do que Deus chama de amor.

Não em apenas alguns aspectos, mas em todos eles.


O amor que a Bíblia apresenta

“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal. Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” – 1 Coríntios 13:4-7

Era o início de uma história de amor, mas não necessariamente o amor.

Sentir atração, admiração e até mesmo uma conexão profunda com alguém não significa, por si só, que sabemos amar.

Isso apenas abre a porta para um processo muito maior: aprender a amar.


Aprendendo a reconhecer o amor

Nesse tempo de aprendizagem, comecei a observar de outra maneira a pessoa que eu mais julgava.

Foi então que percebi que muitas das atitudes do meu esposo, que eu considerava erradas, eram, na verdade, uma forma de amar que eu ainda não conhecia.

Perdoar minhas imperfeições e continuar me amando da mesma maneira abriram meus olhos.

Foi então que reconheci o amor.


Amar de acordo com os padrões de Deus

Então fui constrangida a amar de acordo com os padrões de Deus.

Admito que, em muitas situações, ainda é muito difícil. Mas, depois de reconhecer o amor, não consigo mais voltar a enxergá-lo da mesma maneira.

Talvez esse seja justamente o ponto: reconhecer o amor de Deus não significa que finalmente aprendemos a amar perfeitamente, mas que passamos a enxergar o quanto ainda precisamos aprender.

Talvez por isso eu volte àquilo que escrevi no Dia dos Namorados: amar é uma decisão diária de escolher aprender, mudar, renunciar e permitir que Deus transforme a maneira como amamos.

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